Controle de Plantas Daninhas Biologia das Plantas Daninhas

Controle de Plantas Daninhas Biologia das Plantas Daninhas

Controle de Plantas Daninhas Biologia das Plantas Daninhas Aula 5 e 6: 25 e 26/02/2014 4.1 Quanto ao Grupo de Plantas Esta classificao surgiu com o desenvolvimento dos primeiros herbicidas orgnicos, separando as plantas daninhas em dois grandes grupos: as folhas largas (controladas por herbicidas latifolicidas) e as folhas estreitas (controladas por herbicidas graminicidas), em funo da ao eficiente desses produtos sobre eudicotiledneas e gramneas, respectivamente (Schultz, 1968). a) Folhas largas so plantas com limbo foliar largo e nervao peninrvea, incluindo as eudicotiledneas; b) Folhas estreitas so plantas com limbo foliar estreito e nervao paralelinrvea, incluindo as monocotiledneas. No entanto, esta classificao no muito adequada, devido, principalmente, ao fato de que poucos herbicidas podem ser seletivos ou especficos dentro de nveis classificatrios do ponto de vista botnico (Brighenti e Oliveira, 2012). Alm disso,

h plantas que apresentam folhas largas, mas tambm apresentam nervao paralelinrvea (trapoeraba Commelina spp. e sagitria Sagittaria spp., por exemplo), no estando, portanto, aptas a serem inseridas em nenhum grupo ou podendo ser includas erroneamente no grupo das folhas largas. 4.2 Quanto ao Habitat A. Marginais (ou de talude) ocorrem s margens de corpos dgua (capim-fino Urochloa purpurascens, tiririca Cyperus spp. etc.); B. Emergentes ocorrem em locais com lmina dgua estreita, com as folhas acima da superfcie e as razes ancoradas ao fundo do corpo dgua (capim-arroz Echinochloa spp., taboa Typha angustifolia etc.); C. Flutuantes livres ocorrem com as folhas na superfcie e as razes no ancoradas ao fundo do corpo dgua (aguap Eichornia crassipes, alface-dgua Pistia stratiotes, salvnia Salvinia auriculata etc.); D. Flutuantes ancoradas ocorrem com as folhas na superfcie e as razes ancoradas ao fundo do corpo dgua (vitria-rgia Victoria amaznica, sagitria Sagittaria spp. etc.);

E. Submersas livres ocorrem com as folhas abaixo da superfcie e as razes no ancoradas ao fundo do corpo dgua (algas verdes); F. Submersas ancoradas ocorrem com as folhas abaixo da superfcie e as razes ancoradas ao fundo do corpo dgua (eldea Egeria densa, pinheirinho-dgua Myriophyllum aquaticum etc.). 4.3 Quanto ao Hbito de Crescimento A) Herbceas so plantas de pequeno porte, eretas ou prostradas; em geral, apresentam caules ou colmos no lignificados. Constituem a maioria das plantas daninhas de importncia agrcola. So exemplos: mentrasto (Ageratum conyzoides), caruru (Amaranthus spp.), esprgula (Spergula arvensis), gramneas, ciperceas, entre outras; B) Arbustivas e Subarbustivas so plantas de mdio porte, com caule lignificado e ramificado desde a base. Constituem algumas plantas daninhas importantes em plantio direto, reflorestamento e pastagem. So exemplos de plantas daninhas subarbustivas: cheirosa (Hyptis suaveolens), fedegoso (Senna obtusifolia), entre outras. Fruta-de-lobo (Solanum lycocarpum), por sua vez,

exemplo de planta daninha arbustiva; C) Arbreas so plantas eretas de grande porte, com caule lignificado e ramificaes acima da base do caule. Constituem algumas espcies importantes em reas de reflorestamento e pastagem. A embaba (Cecropia peltata) um exemplo de planta daninha arbrea; 1 2 Herbceas mentrasto (Ageratum conyzoides) Nomes populares: erva-de-so-joo, pico-roxo, caclia, catinga-de-baro,

erva-de-so-jos, mentraste, catinga-de-bode, cria, erva-de-santa-lcia Usa-se para curar ou aliviar: Inibe contraes intestinais, analgsico, anti-inflamatrio, sedativo 3 1

2 3 Arbustivas e Subarbustivas fedegoso (Senna obtusifolia) 1 2 Arbreas embaba (Cecropia peltata) 3 4.3 Quanto ao Hbito de Crescimento

D) Trepadeiras so plantas que crescem sobre outras, utilizando-as como suporte. Podem ser divididas em: volveis sobem por enrolamento, como a corda-de-viola (Ipomoea spp.), o cip-de-viado (Polygonum convolvulus) etc.; e cirrferas prendem-se por meio de gavinhas, como o balozinho (Cardiospermum halicacabum), o melo-de-so-caetano (Momocardia charantia) etc.; E) Parasitas plantas que se utilizam dos fotoassimilados da planta hospedeira. Parasitas da parte area podem ser holoparasitas (no contm clorofila e vivem exclusivamente do parasitismo, como o cip-chumbo Cuscuta racemosa) e hemiparasitas (contm clorofila, fazem fotossntese, mas parasitam o hospedeiro, como a erva-de-passarinho Struthanthus spp.). Parasitas do sistema radicular no foram registradas no Brasil, mas as mais comuns so a erva-de-bruxa (Striga spp.) e a orobanche (Orobanche spp.); F) Epfitas e Hemiepfitas so plantas de hbito semelhante ao das parasitas, porm no utilizam os fotoassimilados da planta sobre a qual se desenvolve. Epfitas desenvolvem-se 38 Carvalho LB. (2013). Plantas Daninhas totalmente sobre outras sem contato com o solo, como as bromlias. Hemiepfitas desenvolvem-se inicialmente como as epfitas e, posteriormente, suas razes

atingem o solo, como o mata-pau (Caussopa schotii). 1 2 Trepadeiras balozinho (Cardiospermum halicacabum) 3 2 1 3 Parasitas

erva-de-passarinho (Struthanthus spp) 4 Epfitas Orqudeas e bromlias 4.4 Quanto ao Ciclo de Vida As plantas daninhas podem ser classificadas como monocrpicas ou policrpicas. As monocrpicas so plantas anuais (que completam o ciclo de vida em at um ano) e plantas bianuais (que completam o ciclo de vida em mais de um ano e at dois anos). As policrpicas so plantas perenes (que completam o ciclo de vida em mais de dois anos).

4.4 Quanto ao Ciclo de Vida As plantas anuais constituem a maioria das plantas daninhas de importncia agrcola, com ciclo, geralmente, entre 40 e 160 dias. Normalmente, as plantas anuais apresentam apenas reproduo seminfera, ou esse o principal mecanismo reprodutivo. Aps a germinao das sementes, essas plantas apresentam um perodo de crescimento vegetativo (perodo vegetativo), seguido pelo florescimento e frutificao (perodo reprodutivo), disperso das sementes, senescncia e morte. As plantas anuais podem ser divididas, ainda, em anuais de vero (podem desenvolver-se entre a primavera e o vero, produzindo sementes no outono e terminando o ciclo antes do inverno) e anuais de inverno (podem desenvolver-se entre o outono, o inverno e a primavera, produzindo sementes no vero e terminando o ciclo entre o vero e o outono). Normalmente, plantas daninhas anuais de vero apresentam o ciclo mais curto que as plantas anuais de inverno. So exemplos de plantas daninhas anuais de vero: caruru (Amaranthus spp., papu (Urochloa plantaginea), milh (Digitaria spp.), entre outras. So exemplos de plantas daninhas anuais de inverno: nabia (Raphanus

raphanistrum), mentruz (Lepidium virginicum), lngua-de-vaca (Rumex spp.), entre outras. 4.4 Quanto ao Ciclo de Vida As plantas bianuais, aps a germinao, podem apresentam dois perodos de crescimento (um no primeiro ano, mais longo, e outro no segundo ano, mais curto), separados por uma fase de dormncia (normalmente o inverno) em funo de baixas temperaturas ou mesmo o congelamento do solo (com objetivo de estimular o florescimento), seguidos pelo perodo reprodutivo (florescimento e frutificao), disperso das sementes, senescncia e morte. Normalmente, germinam entre a primavera e o vero, crescem durante o outono (em alguns casos h crescimento tambm no inverno), florescendo aps a primavera ou o vero seguintes. Poucas so as espcies de plantas daninhas bianuais no Brasil, sendo mais frequentes no sul do pas. So exemplos de plantas bianuais: rubim (Leonurus sibiricus), erva-tosto (Boerhavia diffusa), entre outras. 4.4 Quanto ao Ciclo de Vida

As plantas perenes podem ser divididas em perenes simples e perenes complexas. As plantas perenes simples se reproduzem exclusivamente por meio de sementes e as plantas perenes complexas se reproduzem tanto por meio de sementes quanto por meios vegetativos. As plantas daninhas perenes, normalmente, so perenes complexas, como, por exemplo: tiririca (Cyperus spp.), capim-amargoso (Digitaria insularis), entre outras. importante ressaltar que algumas plantas daninhas podem se comportar como anual ou bianual (rubim Leonurus sibiricus); como bianual ou perene (ervatosto Boerhavia diffusa); ou ainda como anual ou perene (guanxuma Sida spp., dente-de-leo Taraxacum officinale) dependendo das condies ambientais, da poca de germinao e tambm do manejo. Plantas perenes complexas podem ainda apresentar uma classificao especfica, dependendo da estrutura vegetativa envolvida na reproduo. Plantas estolonferas reproduzem-se por meio de estoles; plantas rizomatosas, rizomas; bulbosas, bulbos; tuberosas, tubrculos. 4.5 Quanto a Taxonomia Como citado anteriormente, a classificao taxonmica a mais importante,

tendo intuito de identificar corretamente as espcies de plantas daninhas para que se possa escolher a melhor estratgia de controle das plantas daninhas que compem as comunidades infestantes. A classificao taxonmica baseia-se no agrupamento de plantas com caractersticas semelhantes. Essas caractersticas podem ser apenas morfolgicas (sistemas de Engler-Wettstein e Cronquist) ou mesmo filogenticas (sistema APG). Ainda hoje, o sistema mais usado o de Cronquist, porm a adoo ao sistema APG tem sido crescente, principalmente entre os botnicos. 4.5 Quanto a Taxonomia O sistema de Cronquist comeou a ser descrito em 1968, sendo publicado pela primeira vez em 1981. O sistema APG mais recente, surgindo em 1998, sendo sucedido pelo sistema APG II (2003) e APG III (2009). As diferenas entre os sistemas no sero tratadas nesta obra, pois no objeto de estudo. O fato que o sistema APG envolve estudos avanados em gentica, sendo que a

diferenciao entre famlias e espcies no feita baseada em caractersticas morfolgicas, o que torna o sistema muito pouco usual, ou praticamente no usual, em condies de campo (onde necessrio para o estudo e identificao das plantas daninhas). Alm disso, a classificao filogentica passou a agrupar algumas plantas morfologicamente to diferentes na mesma famlia, que torna a diferenciao a campo muito difcil, como o caso do caruru (Amaranthus spp.) e da beterraba (Beta vulgaris). 4.5 Quanto a Taxonomia No caso especfico das plantas daninhas, a identificao, na quase totalidade das vezes, ocorre baseada em caractersticas morfolgicas e, principalmente, atravs de comparaes visuais com outras plantas previamente identificadas por meio de fotos, exsicatas, imagens etc. Para alguns gneros podem ser encontradas chaves dicotmicas; para outros, alguns trabalhos auxiliam na identificao, sugerindo diferenas que vo desde diferenciao na morfologia de folhas, flores e mesmo

frutos e/ou disporos. Portanto, a diferenciao por meio de caractersticas morfolgicas predomina na identificao das espcies de plantas daninhas, embora tambm se possa adotar a classificao (no a identificao) em APG III. O mais usual, ainda, dividir as plantas daninhas em duas Classes, segundo o sistema de Cronquist: Magnoliopsida (eudicotiledneas) e Liliopsida (monocotiledneas). A partir da Classe, a classificao em Ordem e Famlia feita, muitas vezes, e dependendo do pesquisador, tanto em Cronquist como em APG III. Resumindo, no h consenso para esse tipo de classificao das plantas daninhas. 4.5 Quanto a Taxonomia Tambm comum, destacar, dentro das monocotiledneas, as plantas daninhas ciperceas, em funo da diferena e da dificuldade de controle dessas plantas em relao s outras monocotiledneas. Seguindo a classificao, o que mais importa para o estudioso de plantas daninhas identificar a Espcie para adotar a melhor estratgia de controle; quando no for possvel, ao menos o Gnero. Muitas vezes, a identificao da espcie difcil em funo da plasticidade fenotpica das plantas daninhas. Diferenas morfolgicas muitas vezes no expressam espcies distintas,

sendo apenas expresso da adaptao da planta a diferentes ambientes, o que pode confundir o identificador. Alm disso, h variabilidade gentica muito grande em populaes de plantas daninhas, o que, com o fluxo gnico, permite, ainda, o surgimento de bitipos realmente diferentes. H ainda a questo da existncia de subespcies, o que no est totalmente esclarecido pela comunidade cientfica. 4.5 Quanto a Taxonomia Enfim, a questo da classificao taxonmica e identificao correta das espcies de plantas daninhas , ainda, problemtica, porm se busca, da melhor maneira, identificar corretamente a planta daninha, analisando caractersticas ecobiolgicas (principalmente tipo de reproduo e ciclo de vida) e morfolgicas (principalmente as estruturas de reproduo sexuada e assexuada), para que se possa traar a melhor estratgia para seu controle. Na lista a seguir esto listadas algumas das principais espcies de plantas daninhas que ocorrem no Brasil, divididas nas Classes das eudicotiledneas (Magnoliopsida) e das monocotiledneas (Liliopsida) e subdivididas em Famlias.

Classe Magnoliopsida (eudicotiledneas) Famlia Amaranthaceae apaga-fogo Alternanthera tenella tripa-de-sapo Alternanthera philoxeroides caruru Amaranthus deflexus Amaranthus hybridus Amaranthus lividus Amaranthus retroflexus Amaranthus spinosus Amaranthus viridis Famlia Asteraceae carrapicho-de-carneiro Acanthospermum australe

Acanthospermum hispidum mentrasto Ageratum conyzoides losna-do-campo Ambrosia elatior Ambrosia polystachya Ambrosia tenuifolia artemsia Artemisia verlotorum falso-mio-mio Aster squamatus Famlia Asteraceae (continuao) carqueja Baccharis articulata Baccharis trimera

mio-mio Baccharis coridifolia vassoureira Baccharis dracunculifolia assa-peixe Baccharis trinervis pico-preto Bidens alba Bidens pilosa Bidens subalternans erva-palha Blainvillea biaristata Blainvillea rhomboidea cardo Cirsium arvense Cirsium vulgare buva

Conyza bonariensis Conyza canadensis Conyza sumatrensis erva-boto Eclipta Alba Eclipta prostrata erva-de-veado Elephantopus mollis falsa-serralha Emilia coccnea Emilia sonchifolia Famlia Asteraceae (continuao) mata-pasto Eupatorium laevigatum Eupatorium macrocephalum

Eupatorium maximilianii Eupatorium pauciflorum Eupatorium squalidum pico-branco Galinsoga parviflora Galinsoga quadriradiata macela Gnaphalium pensylvanicum Gnaphalium purpureum Gnaphalium spicatum almeiro-do-campo Hypochaeris brasiliensis Hypochaeris radicata boto-de-ouro Jaeria hirta boto-de-ouro Melampodium paniculatum boto-de-ouro

Siegesbeckia orientalis losna-branca Parthenium hysterophorus verbasco Pterocaulon lanatum Pterocaulon virgatum flor-das-almas Senecio brasiliensis erva-de-lagarto Solidago chilensis Famlia Asteraceae (continuao) serralha Sonchus asper Sonchus oleraceus agriozinho

Synedrellopsis grisebachii dente-de-leo Taraxacum officinale erva-de-touro Tridax procumbens assa-peixe Vernonia ferruginea Vernonia nudiflora Vernonia polyanthes Vernonia scorpioides carrapicho Xanthium strumarium Famlia Bignoniaceae amarelinho Tecoma stans Famlia Brassicaceae

mostarda mentruz mastruz nabia Brassica rapa Sinapis arvensis Coronopus didymus Lepidium virginicum Raphanus raphanistrum Raphanus sativus Famlia Caryophyllaceae alfinete-da-terra Silene gallica esprgula Spergula arvensis

erva-de-passarinho Stellaria media Famlia Chenopodiaceae anarinha-branca Chenopodium album Famlia Convolvulaceae corda-de-viola Ipomoea acuminata Ipomoea grandifolia Ipomoea hederifolia Ipomoea nil Ipomoea purpurea Ipomoea quamoclit Ipomoea ramosissima Merremia aegyptia Merremia cissoides

Merremia dissecta Famlia Cucurbitaceae melo-de-so-caetano Momocardia charantia Famlia Euphorbiaceae erva-de-santa-luzia Chamaesyce hirta gervo Croton glandulosus Croton lundianus leiteiro Euphorbia heterophylla quebra-pedra Phyllanthus niruri Phyllanthus tenellus mamona

Ricinus communis Famlia Fabaceae fedegoso Senna obtusifolia Senna occidentalis arranha-gato Acacia bonariensis Acacia plumosa leucena Leucena leucocephala dormideira Mimosa pudica guiso-de-cascavel Crotalaria incana Crotalaria lanceolata Crotalaria micans

Crotalaria pallida Crotalaria spectabilis Famlia Lamiaceae hortel Hyptis lophanta Hyptis mutabilis Hyptis pectinata Hyptis suaveolens rubim Leonorus nepetifolia Leonorus siribicus urtiga-mansa Stachys arvensis Famlia Malvaceae guanxuma

malvisco malva Sida carpinifolia Sida cordifolia Sida rhombifolia Sida santaremnensis Sida spinosa Sida urens Urena lobata Wissadula subpeltata Famlia Nyctaginaceae erva-tosto Boerhavia diffusa

Famlia Onagraceae cruz-de-malta Ludwigia elegans Ludwigia leptocarpa Ludwigia octovalvis Ludwigia sericea Ludwigia tomentosa Ludwigia uruguayensis Famlia Oxalidaceae trevo Oxalis corniculata Oxalis latifolia Famlia Plantaginaceae tanchagem

Plantago major Plantago tomentosa Famlia Polygonaceae cataia Polygonum acumunatum Polygonum convolvulus Polygonum hydropiperoides Polygonum lapathifolium Polygonum perspicaria lngua-de-vaca Rumex acetosella Rumex crispus Rumex obtusifolius Famlia Rubiaceae

poaia-branca Richardia brasiliensis Richardia grandiflora Richardia scabra erva-quente Spermacoce capitata Spermacoce latifolia Spermacoce verticillata Famlia Sapindaceae Balozinho Cardiospermum halicacabum Famlia Solanaceae quinquilho

Datura stramonium jo-de-capote Nicandra physaloides fislis Physalis angulata Physalis pubescens maria-pretinha Solanum americanum jo-vermelho Solanum capsicoides jo-bravo Solanum palinacanthum Solanum sisymbrifolium Solanum viarum Famlia Urticaceae urtiga-brava

Urtica dioica Famlia Verbenaceae Lantana camara Famlia Urticaceae urtiga-brava Urtica dioica Famlia Verbenaceae cambar-de-cheiro Lantana camara ou Lantana canasens camar Lantana fucata Lantana trifolia

gervo Verbena bonariensis Verbena litoralis Classe Liliopsida (monocotiledneas) Famlia Alismataceae chapu-de-couro Echinodorus grandiflorus sagitria Sagittaria guyanensis Sagittaria montevidensis Famlia Araceae alface-dgua Pistia stratiotes Famlia Commelinaceae

trapoeraba Commelina benghalensis Commelina diffusa Famlia Cyperaceae alecrim Bulbostylis capillaris Bulbostylis juncoides tiririca Cyperus difformis Cyperus distans Cyperus esculentus Cyperus ferax Cyperus iria Cyperus lanceolatus

Cyperus meyenianus Cyperus polystachyos Cyperus rotundus Cyperus sesquiflorus Cyperus surinamensis junco Eleocharis acutangula Eleocharis elegans Eleocharis interstincta Eleocharis sellowiana falso-alecrim Fimbristylis autumnalis Fimbristylis dichotoma Fimbristylis miliacea tiririca-do-brejo Pycreus decumbens

Famlia Hydrocharitaceae eldea Egeria densa Famlia Hypoxidaceae falsa-tiririca Hypoxis decumbens Famlia Juncaceae junquinho Juncus microcephalus Famlia Marantaceae caet

Thalia geniculata Famlia Molluginaceae molugo Mollugo verticillata Famlia Nymphaeaceae murur Nymphaea ampla Famlia Poaceae capim-peba Andropogon bicornis capim-colcho

Andropogon leucostachyus capim-barba-de-bode Aristida longiseta grama-sempre-verde Axonopus compressus cevadilha Bromus catharticus capim-carrapicho Cenchrus echinatus capim-de-rhodes Chlorisn barbata Chloris distichophylla Chloris gayana Chloris polydactyla Chloris radiata capim-dos-pampas Cortaderia selloana grama-seda Cynodon dactylon

capim-mo-de-sapo Dactyloctenium aegyptium milh Digitaria ciliaris Digitaria horizontalis Digitaria sanguinalis Digitaria nuda capim-amargoso Digitaria insularis Famlia Poaceae (continuao) capim-arroz Echinochloa colona Echinochloa crus-galli Echinochloa crus-pavonis Echinochloa elodes Echinochloa polystachya

capim-flecha Echinolaena inflexa capim-p-de-galinha Eleusine indica capim-barbicha-de-alemo Eragrostis pilosa capim-de-vrzea Eriochloa punctata capim-sap Imperata brasiliensis capim-macho Ischaemum rugosum grama-boiadeira Leersia hexandra Luziola peruviana capim-olmpio Leptochloa virgata

azevm Lolium multiflorum capim-gordura Melinis minutiflora arroz-preto Oryza sativa arroz-vermelho Oryza sativa capim-colonio Panicum maximum Famlia Poaceae (continuao) capim-santa-f capim-do-brejo Panicum rivulare Paspalum conspersum

Paspalum modestum capim-quicuio Pennisetum clandestinum capim-elefante Pennisetum purpureum Pennisetum setosum pastinho-de-inverno Poa annua capim-favorito Rhynchelytrum repens capim-camalote Rottboellia exaltata capim-rabo-de-burro Schizachyrium condensatum capim-rabo-de-raposa Setaria geniculata Setaria vulpiseta

capim-canoo Setaria poiretiana capim-massambar Sorghum halepense capim-moiro Sporobolus indicus papu Urochloa plantaginea capim-braquiria Urochloa decumbens capim-angola Urochloa mutica Famlia Pontederidaceae aguap Eichornia azurea

Eichornia crassipes Eichornia paniculata lngua-de-cervo Heteranthera limosa Heteranthera reniformis murur Pontederia cordata Pontederia rotundifolia Famlia Portulacaceae beldroega maria-gorda Portulaca oleraceae Talinum paniculatum Talinum triangulare Famlia Typhaceae

taba Typha angustifolia Famlia Umbeliferae gertrudes caraguat Apium leptophyllum Eryngium elegans Eryngium horridum Eryngium pandanifolium 5. Convivncia com Plantas Daninhas A convivncia com plantas daninhas normalmente est associada a sua presena dentro de culturas agrcolas. No entanto, conforme o conceito apresentado no captulo 1, a presena de plantas daninhas em qualquer rea de interesse

humano, convivendo com outras plantas, animais ou o prprio ser humano, pode ser considerado um fator de interferncia nessa atividade. 5.1 Interferncia Interferncia pode ser entendida como o conjunto de aes negativas que recebe determinado cultivo agrcola, ou qualquer atividade humana (pecuria, florestal, ornamentao, ambincia etc.), em decorrncia da presena de plantas daninhas em determinado ambiente (adaptado de Pitelli, 1987). Essas aes negativas decorrem de presses biticas e abiticas, as quais condicionam efeitos negativos que afetam o crescimento e o desenvolvimento de plantas daninhas e cultivadas (ou qualquer outra atividade humana). Esses efeitos negativos, por sua vez, so resultado de um total de presses ambientais ligadas, direta ou indiretamente, a presena das plantas daninhas no ambiente de interesse humano. Quando se tem efeitos diretos das plantas daninhas sobre a atividade humana, denomina-se de interferncia direta; quando os efeitos so indiretos denomina-se de interferncia indireta.

5.1 Interferncia No h um conceito especfico sobre interferncia direta e indireta. No entanto, a soma desses efeitos, dentre outros fatores, determina o grau de interferncia (que ser discutido mais adiante). A interferncia foi primeiramente discutida em relao s interaes entre plantas daninhas e plantas cultivadas. Nesse sentido, podemos citar diferentes interaes que compem a interferncia, como competio, alelopatia, parasitismo, agente hospedeiro de pragas, doenas etc., agente depreciador de produtos agrcolas e agente limitador de atividades de manejo. Porm, a interao no se restringe a atividades agrcolas. Podem-se relacionar outros fatores que compem a interferncia em atividade pecuria, por exemplo, como agente depreciador do produto pecurio, agente txico para animais, agente limitador de gases dissolvidos na gua etc. Por fim, pode-se pensar em outras atividades humanas em que plantas daninhas esto agindo como agente depreciador do ambiente, agente redutor da vida til de corpos dgua, agente limitador de navegao de corpos dgua, agente limitador de gerao de energia etc.

Antes de discutir interferncia direta e indireta, importante ressaltar que sempre, na relao de interferncia, haver um agente causador do efeito e outro agente recebedor do efeito. Quando o agente causador do efeito da mesma espcie que o agente recebedor do efeito, denomina-se de interferncia intraespecfica; quando o agente causador no da mesma espcie que o agente recebedor, denomina-se de interferncia interespecfica. Lembrando-se que as interaes que ocorrem no ambiente so muito dinmicas e, em funo disso, as interferncias intra e interespecficas podem ocorrer ao mesmo tempo, sendo, praticamente, impossvel distingui-las em condies naturais. No fcil conceituar interferncia direta quando se pensa no contexto geral de plantas daninhas. Se pensarmos em termos agrcolas, a reduo da produo em quantidade pode ser atribuda a fatores diretos (interferncia direta) somente? No. Na verdade,

podem haver perdas na colheita, mesmo que a planta cultivada atinja seu mximo potencial produtivo, relacionadas presena de plantas daninhas que no so decorrentes de efeitos diretos, mas sim indiretos (interferncia indireta). Por outro lado, a reduo qualitativa da produo est relacionada apenas a efeitos indiretos? No. Na verdade, a presena de plantas daninhas cujos disporos tm estruturas que permitem sua fixao (grudar) na plmula do algodo, por exemplo, um efeito direto que deprecia o produto, mas no reduz a produtividade. Portanto, no h relao alguma entre reduo quantitativa ou qualitativa da produo com o tipo de interferncia, direta ou indireta. 5.1.1 Interferncia Direta A interferncia direta composta por fatores que expressam efeitos diretos da presena das plantas daninhas, como a competio, a alelopatia, o parasitismo, depreciao do produto, intoxicao por plantas, entupimento de comportas, pontes e bueiros, reduo da vida til de corpos dgua etc., resultando em reduo quantitativa ou qualitativa do produto adquirido em determinada

atividade humana. 5.1.1.1 Competio A competio uma interao entre seres vivos em que h prejuzo para ambos os indivduos envolvidos. Normalmente, a competio descrita para a interao planta-planta em que h limitao de algum recurso ambiental exigido para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Portanto, a competio somente vai ocorrer quando ao menos um recurso estiver limitado no meio. Caso o meio fornea o recurso em quantidade suficiente para atender a demanda de ambos os indivduos, o simples fato de estarem convivendo no garante que a competio vai se estabelecer. A competio pode ainda advir de uma interao entre plantas e outros seres vivos que se utilizam dos mesmos recursos que os vegetais. Por exemplo, a presena de plantas aquticas em reservatrios utilizados na criao de peixes pode limitar a quantidade de gases dissolvidos, principalmente O2, e causar mortalidade dos animais. Essa limitao tambm est envolvida na reduo da

vida til dos corpos dgua, discutida mais adiante. 5.1.1.1 Competio Principalmente na interao planta-planta, os principais recursos passveis de competio so: gua, nutrientes, luz e espao; podendo haver, ainda, limitao de gases (CO2 e O2, principalmente). importante ressaltar que a ocupao do espao (limitao de espao, especificamente), est diretamente relacionada competio por gua, nutrientes e luz, ou seja, quando a planta ocupa mais espao, consequentemente, pode alocar mais recursos do meio. 5.1.1.1 Competio Na competio, determinada planta aloca recursos do meio e impossibilita que outra planta possa tambm fazer uso desse recurso. Com isso, a primeira planta est diretamente impedindo que a segunda planta cresa e se desenvolva, caracterizando a interferncia direta. Nesse caso, o principal efeito a reduo na quantidade de produto produzido (produtividade).

A competio considerada a principal causa de reduo de produtividade em cultivos agrcolas, pois as plantas daninhas requerem, para seu crescimento e desenvolvimento, sempre os mesmos recursos que as plantas cultivadas. Porm, de maneira geral, praticamente impossvel separar, no campo, os efeitos oriundos da competio e da alelopatia (que ser discutida a seguir), considerando, portanto, o termo interferncia mais adequado para descrever os efeitos negativos que ocorrem quando plantas daninhas convivem e causam redues de produtividade em culturas agrcolas. 5.1.1.2 Alelopatia A alelopatia uma interao entre seres vivos em que ao menos um dos indivduos envolvidos prejudicado, enquanto o outro pode se beneficiar ou no da interao. Alm disso, indivduos da mesma espcie podem ser prejudicados, sendo, portanto, denominada de autoalelopatia. A alelopatia conceituada atualmente como qualquer processo envolvendo metablitos secundrios produzidos pelas plantas e micro-organismos que influencia o crescimento e o desenvolvimento de sistemas agrcolas e biolgicos

(incluindo animais) (Sociedade Internacional de Alelopatia, 1996). Nesse sentido, na interao planta-planta, entende-se que uma planta produz e libera no ambiente algum metablito secundrio (denominado de aleloqumico ou composto aleloptico) que exercer algum efeito inibidor no crescimento e no desenvolvimento de outra planta, caracterizando a interferncia direta. Nesse caso, o principal efeito a reduo na quantidade de produto produzido (produtividade). 5.1.1.2 Alelopatia A produo de metablitos secundrios pelas plantas no tem funo apenas de inibir outras plantas. Na verdade, as funes ecolgicas da alelopatia em plantas so, basicamente, trs: A. a atrao de agentes polinizadores e dispersores, B. a proteo contra herbvoros e patgenos, C. alm da relao planta-planta, importante na sucesso das espcies. Muitos metablitos secundrios so produzidos nas flores, conferindo cor e odor as mesmas, e atuando como atrativo para agentes polinizadores e dispersores.

Alguns compostos produzidos pelo metabolismo secundrio das plantas so txicos a animais, insetos etc., atuando como repelente desses inimigos naturais. Tambm se deve destacar que, em teoria, alguns compostos liberados podem atuar como condicionadores de ambiente, atuando na sucesso de espcies vegetais. 5.1.1.2 Alelopatia Os metablitos secundrios so produzidos por diferentes partes da planta, dependendo, inclusive, da espcie em questo. Normalmente, os metablitos secundrios com potencial aleloptico (aleloqumicos) so produzidos em maior quantidade nas folhas. A quantidade de aleloqumicos produzida varia em funo da espcie e influenciada por fatores biticos e abiticos. H espcies em que algum fator de estresse, bitico ou abitico, pode estimular a produo de determinado composto; porm, em outra espcie pode ocorrer inibio na produo do composto. Portanto, tal fato varivel de espcie para espcie.

5.1.1.2 Alelopatia Os aleloqumicos produzidos pelas plantas derivam de quatro vias metablicas principais: a) Via do cido chiqumico importante para produo de compostos fenlicos e compostos nitrogenados; b) Via do cido malnico importante para a produo de compostos fenlicos; c) Via do cido mevalnico importante para a produo de terpenos; d) Via do cido 3-fosfoglicrico (3-fosfoglicerato = 3-PGA) importante para a produo de terpenos 5.1.1.2 Alelopatia Atravs dessas quatro vias so produzidos metablitos secundrios com potencial aleloptico pertencentes a trs grupos: a) Terpenos diversificada classe de compostos de frmula geral (C5H8)n, que podem atuar como inseticidas (pineno, limoneno, mirceno, peretroides, esteroides, saponinas), como repelentes ou atrativos (leos essnciais, gossipol,

lactonas sesquiterpeninas) e como compostos txicos (phorbol, saponinas, resinas); b) Compostos fenlicos que podem atuar como inseticidas (fitoalexinas, rotenoides, isoflavonoides), como atrativos (antocianina) e como repelentes (tanino); c) Compostos nitrogenados que podem atuar como txicos (nicotina, codena, morfina, cocana, glucosdeos cianognicos, glucosinolatos). 5.1.1.2 Alelopatia As plantas liberam os aleloqumicos por quatro vias: a) Volatilizao liberao de compostos volteis (pineno, limoneno, mirceno, mentol, piretroides, lactonas sesquiterpnicas, gossipol); b) Lixiviao liberao de compostos exsudados na forma lquida (compostos fenlicos, alcaloides como cafena e nicotina) pelas folhas, normalmente, e outros rgos, que so lavados da planta por ao da gua da chuva ou irrigao e carregados at o solo; c) Exsudao radicular liberao de compostos na forma lquida (aminocidos,

nucleotdeos) atravs das razes diretamente no solo; d) Decomposio de restos vegetais liberao de compostos lquidos (flavonoides como isoflavona, antocianina) na medida em que os restos vegetais vo sendo decompostos. 5.1.1.2 Alelopatia No controle de plantas daninhas, a alelopatia pode ser usada na rotao/sucesso de culturas, no uso de cobertura viva na entressafra e no uso de cobertura morta (palha). Em qualquer situao, o uso de uma cultura que produza aleloqumicos, como sorgo, trigo, centeio, girassol, alfafa, mucuna, crotalria, ervilhaca, feijo-de-porco, milheto, capim-braquiria etc., fundamental para a inibio ou reduo do crescimento das plantas daninhas. importante lembrar que se deve estar atento susceptibilidade da prpria cultura a ser plantada em seguida, podendo ser afetada pela cobertura antecedente. Alm disso, embora pouco difundido no Brasil, o desenvolvimento de produtos

biolgicos com ao sobre plantas (bio-herbicidas) tambm uma importante ferramenta para o uso da alelopatia na agricultura. 5.1.1.2 Alelopatia Exemplos prticos: O extrato de plantas verdes de capim-marmelada ( Brachiaria plantaginea) afeta o desenvolvimento da soja, tanto no crescimento quanto na capacidade de nodulao 9ALMEIDA, 1988). O desenvolvimento de tomateiro foi afetado por vrias plantas daninhas, como tiririca, capim-massambar, grama-seda, etc. Mesmo em rotao de culturas, de interesse humano, existe expresso de efeitos alelopticos. A colza provoca reduo no estande da cultura da soja plantada imediatamente aps a sua colheita, o que tem contribudo para que os agricultores do sul deixem de cultiv-la. Segundo Barbosa (1996), exsudato radicular proveniente de plantas de sorgo reduziu a rea foliar de plantas de alface em 68,4%, quando cultivadas em casa de vegetao, usando soluo nutritiva circulante entre os vasos de sorgo e alface.

5.1.1.2 Alelopatia Quanto a possveis efeitos alelopticos do material incorporado ao solo, sabe-se que o processo de decomposio do material vegetal varivel de acordo com a qualidade dos tecidos , os tipos de solo e as condies climticas, podendo os resduos de plantas de mesma espcie das origem a compostos diferentes, com efeitos biolgicos e toxicidade diversos. Por isso, os efeitos alelopticos provocados pela incorporao de resduos vegetais no solo no so muitos variveis. Normalmente, o material fresco, como as adubaes verdes, provoca efeitos alelopticos pouco acentuados e por perodos curtos, inferiores a 25 dias. Em baixas temperaturas, os resduos secos podem causar fitotoxicidade mais severa. Como esses efeitos so transitrios, a incorporao dos resduos deve ser feita com certa antecedncia da semeadura das culturas. 5.1.1.2 Alelopatia J quanto a cobertura morta, no plantio direto ela pode prevenir a germinao,

reduzir o vigor vegetativo e provocar amarelecimento e clorose das folhas, reduo no perfilhamento e at a morte de plantas daninhas durante a fase inicial de desenvolvimento. Essa cobertura essencial para o sucesso do plantio direto hoje disseminado no Brasil por todos os estados produtores de gros. Pesquisas recentes avaliam e colecionam germoplasmas de plantas alelopticas, objetivando o melhoramento gentico. No futuro, o controle biolgico de plantas daninhas tambm poder ser uma opo do manejo integrado e para o sucesso desse mtodo, o conhecimento das propriedades alelopticas ser fundamental. 5.1.1.3 Parasitismo O parasitismo consiste em uma interao entre seres vivos em que um indivduo envolvido vai se beneficiar da interao em detrimento do outro. Um indivduo vai consumir os fotoassimilados produzidos por outro indivduo, caracterizando a interferncia direta. Nesse caso, o principal efeito a reduo na quantidade de produto produzido (produtividade). Poucos so os casos de plantas daninhas parasitas de importncia. Como exemplo, pode-se destacar: erva-de-bruxa (Striga spp.), orobanche (Orobanche spp.), ervade-passarinho (Struthantus spp.) e cip-chumbo (Cuscuta spp.). As duas primeiras

plantas so de maior importncia agrcola, porm no ocorrem no Brasil ou tm ocorrncia muito restrita. As outras duas so mais importantes no Brasil, mas no em reas agrcolas. 5.1.1.4 Depreciao do Produto A depreciao do produto decorre da presena da planta daninha, ou parte dela, no produto produzido, caracterizando a interferncia direta. Por exemplo, batata colhida com tubrculos de tiririca dentro; algodo colhido com disporos de pico-preto (Bidens spp.) ou capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), entre outros, aderidos s plmulas; l de carneiro com disporos de carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) aderidos, etc. Outro exemplo a presena de sementes de algumas plantas daninhas em lotes de sementes de plantas cultivadas (arroz-vermelho em sementes de arroz, feijomido Vignia sinensis em sementes de soja etc.). Nesse caso, o principal efeito no a reduo na quantidade de produto produzido (produtividade), mas sim na qualidade do produto enviado para beneficiamento.

5.1.1.5 Intoxicao por plantas Plantas txicas, ou seja, que contenham alguma substncia com potencial de intoxicao de seres humanos e/ou animais de produo, quando ingeridas, podem inibir o apetite, desenvolver doenas etc., reduzindo a quantidade de produto produzido; alm disso, podem, por exemplo, ser substncias que no reduzam o ganho de peso do animal, mas que conferem sabor ruim carne, ao leite ou outro produto, reduzindo a qualidade do produto. Em ambos os casos, o efeito da planta direto sobre os animais, caracterizando a interferncia direta. Sida spp. (guanxuma) e Senecio spp. (flor-das-almas) e Baccharis coridifolia (miomio), so exemplos de plantas txicas ao gado. Nota: http://plantastoxicas-venenosas.blogspot.com.br/2009/06/flor-das-almas.html SINTOMATOLOGIA Predominam sintomas gastrointestinais: nuseas, clicas abdominais e diarria. Distrbios hidroeletrolticos. Raramente torpor e discreta confuso mental.Principalmente crnica pode causar doena heptica com evoluo para cirrose ou S. Budd-Chiari. TRATAMENTO Esvaziamento gstrico (muitas vezes no necessrio lavagem gstrica).Antiespasmdico,

antiemtico.Manter o estado de hidratao.No quadro obstrutivo por Jo: clister base de soro fisiolgico.Tratamento sintomtico. Espcie muito ornamental, mas pouco apreciada por ser acusada de abrigar pequenos insetos denominados micuins, que so mosquitinhos sugadores de sangue, que causam violentas coceiras. No entanto, constitui uma das melhores plantas melferas,

Flor-das-almas (Senecio spp.) Nomes populares: Flor-das-almas, cardo-morto, catio, cravo-do-campo, erva-lanceta, flor-de-finados, malmequer, maria-mole, tasneirinha, vassoura-mole mio-mio (Baccharis coridifolia) uma das plantas txicas mais conhecidas

no sul do Brasil. Ocorre tambm em So Paulo, em grandes reas do Uruguai, norte da Argentina e Paraguai. No Brasil a planta popularmente conhecida como mio-mio e nos pases de lngua espanhola como romerillo. Histrico e sinais clnicos Em meados de setembro de 2004, 151 novilhas de 1 ano de idade foram transportadas de caminho de uma pastagem cultivada com aveia e azevm para outro local. A viagem durou aproximadamente 90 minutos, e as novilhas foram soltas em um piquete de 11 ha, onde pernoitaram; havia gua vontade, mas a pastagem era escassa. Os animais ficaram no local por 15 a 20 horas, quando novamente foram transportados, por aproximadamente uma hora, at uma invernada de 350 ha localizada em outro municpio.

Nessa invernada havia uma populao de 94 novilhas (79 de 3 anos e 15 de 2 anos de idade). Os bovinos foram observados novamente 36 horas aps terem sido introduzidos na invernada de 350 ha, quando 19 novilhas foram encontradas mortas. Nas 24 horas seguintes, mais 13 novilhas morreram. A identificao pelos brincos revelou que apenas as novilhas de um ano, recentemente introduzidas na propriedade, foram afetadas. O campo estava altamente infestado por Baccharis coridifolia (mio-mio). Animais jovens + novo pasto + falta pasto e gua guanxuma-dourada ou rasteira guanxuma ou malva (Sida spp.) - Indicam: solo compactado e duro Nomes populares: Guanxuma, guaxuma,

guaxima, relgio, malva-preta, malva-branca, ch-da-ndia, vassoura-de-relgio, vassourinha, malva, vassoura-do-campo Ateno: H muitas espcies de sidas. Todas consideradas daninhas. A Sida carpinifolia txica, quando ingerida intoxicaes naturais em animais, provocando alteraes neurolgicas. No usar plantas sem a orientao de um especialista.

Usa-se para curar ou aliviar: urina presa; tosse; bronquite; menstruao dolorida - cataplasma; presso alta; indigesto; amarelo -ch da raiz; colesterol; irritaes na pele; alergias... 5.1.1.6 Entupimento de comportas, pontes e bueiros Outro exemplo de interferncia direta ocorre quando as plantas atuam como barreira viva para alguma atividade. Por exemplo, o entupimento de grades de comportas de hidroeltricas por plantas daninhas aquticas podem

afetar diretamente o fluxo de gua nas turbinas (eldea Egeria densa) e, consequentemente, reduzir a quantidade de energia gerada; outro exemplo o entupimento de pontes e bueiros em reas urbanas, prejudicando o fluxo de gua nas galerias subterrneas de esgoto e podendo causar alagamentos nas cidades. 5.1.1.7 Reduo de vida til de corpos dgua A reduo na vida til de corpos dgua pode ser entendida de trs maneiras: como um impedimento direto para alguma atividade humana, como navegao, pesca, nutica, irrigao etc.; como um efeito da perda dgua por meio da evapotranspirao que reduz o volume de gua (presena de aguap Eichornia crassipes por exemplo); ou mesmo como um efeito da competio, ou seja, do uso de gases dissolvidos pelas plantas, podendo matar peixes de criao, por exemplo. Em todos os casos, h um efeito direto

da presena das plantas daninhas, caracterizando a interferncia direta. Extra: Plantas Indicativas ( + ) Barba-de-bode (Aristida pallens) Indicam: pastos queimados com frequncia, falta de fsforo, clcio e umidade; - Capim-arroz (Echinochloa crusgallii) Indicam: terra com nutrientes reduzidos em susbstncias txicas: - Cabelo-de-porco (Carex spp) Indicam: terra muito cansada. - Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum) Indicam: terras muito compactas e secas, a gua no penetra facilmente. - Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus) Indicam: terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em clcio. - Capim-marmelada ou capim-papu (Brachiaria plantaginea) Indicam: terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco. - Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)

Indicam: uma camada impermevel em 80 a 100 cm de profundidade, que represa gua. - Capim-seda (Cynodon dactylon) Indicam: terra muito compactada e pisoteada. - Samambaia (Gleiqunia) Indicam: solo cido. Extra: Plantas Indicativas ( + ) - Cravo Bravo (Tagetes minuta) Indicam: terra infestada de nematides - Lingua de boi (Rumex spp) Indicam: excesso de nitrognio. - Fazendeiro ou pico-branco (Gaslinsoga parviflora) Indicam: terras cultivadas com excesso de nitrognio e falta de cobre. - Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) Indicam: falta de clcio. - Gramo ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)

Indicam: terra cansada, com baixa fertilidade. - Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis) Indicam: camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potssio. - Mamona (Ricinus communis) Indicam: solo arenoso com falta de potssio. - Guanxuma ou malva (Sida spp) Indicam: muito compactada e dura. 5.1.2 Interferncia Indireta A interferncia indireta composta por fatores que expressam efeitos indiretos da presena das plantas daninhas, como o inicialismo, a hospedagem de pragas, doenas etc., e os prejuzos causados a atividades de manejo, resultando em reduo quantitativa ou qualitativa do produto adquirido em determinada atividade humana. 5.1.2.1 Inicialismo Inicialismo um tipo de interao recentemente descrita, mediada pela alterao

na qualidade da luz com a presena de plantas vizinhas (Vidal et al., 2008). Como consequncia, ocorre alterao na distribuio de fotoassimilados entre parte area e razes das plantas, deixando algumas espcies vegetais mais sensveis a competio. No inicialismo, portanto, no h limitao da quantidade de luz disponvel para os indivduos; caso isso acontecesse, estabelecer-se-ia a competio. No entanto, a alterao na qualidade da luz disponvel, em razo da presena de plantas vizinhas, pode ser entendida como um tipo de alelomediao, pois h modificao fsica no ambiente, promovendo essa alterao. 5.1.2.1 Inicialismo Os fitocromos tm capacidade de detectar a qualidade da luz interceptada e so responsveis pela fotomorfognese nas plantas. O fitocromo detecta comprimentos de onda entre o vermelho (V) e o vermelho extremo (Ve). A presena de plantas vizinhas diminui a razo de V:Ve, sinalizando, de forma prematura para as plntulas, que haver competio no futuro.

Como consequncia dessa sinalizao, a planta prioriza o desenvolvimento da parte area em detrimento das razes, atravs da alocao dos fotoassimilados, de modo a se tornar mais competitiva pelos recursos disponveis. Esses processos compem o mecanismo de ao envolvido no inicialismo, descrito como o primeiro tipo de interao negativa entre plantas (Vidal et al., 2008; Vidal e Merotto, 2010). 5.1.2.2 Hospedagem de pragas e doenas Muitas plantas daninhas hospedam insetos, fungos, bactrias, vrus, nematoides, caros e outros micro-organismos fitopatognicos que podem ser potenciais pragas de culturas agrcolas. Nesse caso, a presena da planta daninha na rea vai aumentar a quantidade da praga, aumentando o risco para a cultura. Como a praga que vai causar algum prejuzo cultura, seja quantitativo ou qualitativo, e no as plantas daninhas, caracteriza-se, portanto, a interferncia indireta. Plantas daninhas como serralha (Sonchus oleraceus), carurus (Amaranthus spp.), anarinha-branca (Chenopodium album), leiteiro (Euphorbia heterophylla) e

guanxumas (Sida spp.) so hospedeiras de mosca-branca (Bemisia tabaci). Balozinho (Nicandra physaloides), papu (Urochola plantaginea) e pico-preto (Bidens pilosa) so plantas hospedeiras de nematoides Meloidogyne spp. Primeiros fololos Mosca branca em soja Cotildone 5.1.2.3 Prejuzos a atividade de manejo Algumas plantas daninhas atuam diretamente sobre alguma atividade de manejo, como a aplicao de defensivos, a colheita etc., reduzindo a eficincia dessa atividade. A consequncia final pode ser o aumento nas perdas ocorridas na colheita. Nesse caso, as plantas daninhas no interferem diretamente na quantidade produzida pela cultura (que atinge seu potencial produtivo), mas afeta

a atividade de manejo que, por sua vez, impossibilita a colheita de toda a quantidade produzida, reduzindo, assim, a produtividade em funo do aumento nas perdas na colheita. Esse um caso tpico da presena de plantas daninhas no final do ciclo das culturas, principalmente das plantas trepadeiras que podem causar embuchamento das colhedoras, como as cordas-de-viola (Ipomoea spp.) e as jitiranas (Merremia spp.). - sobe custo operacional da colheita. Outras plantas tambm podem acarretar problemas na colheita manual, como mucuna (Mucuna pririensis) que contm substncias alrgicas, ou mesmo picopreto (Bidens spp.), carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) e capimcarrapicho (Cenchrus echinatus), cujos disporos podem causar ferimentos no trabalhador. 5.2. Grau de Inteferncia A intensidade dos efeitos diretos e indiretos, decorrentes da presena das plantas daninhas, sobre as atividades humanas determina o grau de interferncia, que pode ser conceituado como a reduo percentual da produo econmica de determinada cultura (ou qualquer atividade humana), provocada pela interferncia de plantas daninhas (adaptado de Pitelli, 1985).

O grau de interferncia influenciado por fatores biticos e abiticos do ambiente, os quais, por sua vez, so condicionados por fatores edafo-climticos. Pitelli (1985) destaca quatro componentes do grau de interferncia em ambientes agrcolas: A. comunidade infestante, B. cultura agrcola, C. manejo da rea e D. perodo de convivncia das plantas daninhas com as culturas agrcolas. Esses quatro fatores, por sua vez, so todos influenciados e condicionados por fatores de solo e clima. 5.2.1. Comunidade Infestante Os fatores que compem os efeitos derivados da comunidade infestante sobre o grau de interferncia so: a composio especfica (h espcies mais competitivas que outras), a densidade de plantas (em geral, densidades mais altas promovem maior interferncia, at o limite da interferncia intraespecfica) e

pela distribuio das plantas na rea (distribuies aleatrias, ou mais prximas uniforme, promovem maior interferncia). 5.2.2. Cultura Agrcola Os fatores que compem os efeitos derivados da cultura agrcola sobre o grau de interferncia so: o gentipo (h espcies que so mais competitivas, assim como, dento da mesma espcie, h cultivares mais competitivos que outros, que crescem mais rpido e fecham a entrelinha rapidamente) e a populao e o arranjo de plantas (em geral, quanto menor o espaamento entrelinhas, mais rapidamente o dossel sombreia a entrelinha e inibe a germinao e/ou crescimento das plantas daninhas, assim como, densidades mais altas promovem, em geral, maior capacidade competitiva; alm de que plantas distribudas mais uniformemente podem aproveitar melhor os recursos para seu crescimento). 5.2.3. Manejo da rea de produo

Todo manejo empregado na rea vai influenciar tanto plantas cultivadas quanto plantas daninhas. Adubaes, por exemplo, favorecem o crescimento de ambas; assim, plantas daninhas que alocam quantidades grandes de recursos podem inibir mais rapidamente e intensamente o crescimento da cultura. O controle fitossanitrio tambm influencia ambas as plantas. Por isso, o controle das plantas daninhas deve ser eficiente para que essa vegetao no usufrua melhor do manejo da rea que as plantas cultivadas. 5.2.4. Perodo de convivncia entre daninhas e cultivadas O perodo em que as plantas daninhas convivem com as culturas agrcolas um dos principais fatores que compem o grau de interferncia. De maneira geral, quanto mais longo o tempo de convivncia, mais intenso poder ser o grau de interferncia. Porm, no somente o tempo de convivncia, mas tambm a poca em que ocorre a convivncia importante. Sabe-se que no incio do ciclo e no final do ciclo da cultura, a presena das plantas daninhas pode no acarretar interferncia.

Em funo disso, trs perodos de interferncia foram propostos por Pitelli e Durigan (1984): o perodo anterior interferncia (PAI), o perodo total de preveno interferncia (PTPI) e o perodo crtico de preveno interferncia (PCPI). 5.2.4.1. Perodo anterior interferncia H um perodo no incio do ciclo, aps o plantio, em que a convivncia no acarreta interferncia, pois a quantidade de recursos do ambiente suficiente para suprir as necessidades tanto das plantas daninhas quanto das plantas cultivadas. Esse perodo inicia-se no plantio (ou na emergncia) e estende-se at o momento em que as necessidades das plantas daninhas e das cultivadas suplantam a quantidade de recursos disponvel no ambiente, estabelecendo-se, portanto, o incio da interferncia. Tal perodo denominado de Perodo anterior interferncia (PAI). Em teoria, nesse perodo as plantas daninhas podem crescer livremente, no necessitando ser controladas, pois a interferncia no se estabelece. Porm, caso plantas de difcil controle, com reproduo vegetativa e/ou que estejam em fase

reprodutiva, produzindo sementes, estejam presentes, pode ocorrer aumento do banco de dissemnulos ou estabelecimento de plantas em estdio avanado de desenvolvimento (fora do estdio adequado para o controle qumico) e de difcil controle, o que pode gerar problemas de manejo e interferncia mais intensa no meio do ciclo da cultura. 5.2.4.2. Perodo de total preveno interferncia H um perodo em que, teoricamente, a ao residual dos herbicidas aplicados ao solo deve cobrir at o momento em que a prpria cultura, por si s, seja capaz de inibir a emergncia e/ou o crescimento das plantas daninhas (por sombrear as entrelinhas, geralmente). Esse perodo inicia-se no plantio (ou na emergncia) e estende-se at o momento descrito acima (fechamento das entrelinhas, normalmente). Tal perodo denominado de Perodo total de preveno interferncia (PTPI). Portanto, o PTPI compreende todo o PAI mais um perodo crtico que ser descrito a seguir. Em teoria, aps esse perodo, as plantas daninhas podem crescer livremente, pois no so mais capazes de acarretar interferncia. Porm, caso plantas que possam

interferir na colheita mecnica (cordas-de-viola Ipomoea spp. e jitiranas Merremia spp.), que apresentem sementes ou disporos indesejveis em lotes de sementes ou, ainda, que possam produzir sementes e aumentar o banco, por exemplo, estejam presentes na rea, o ideal que se faa o controle para prevenir problemas na colheita, no beneficiamento, na comercializao ou mesmo problemas de infestao futura e dificuldade de manejo da rea. 5.2.4.3. Perodo crtico de preveno interferncia H um perodo do ciclo da cultura, que se inicia no final do PAI e se estende at o final do PTPI, em que a presena de plantas daninhas efetivamente acarreta interferncia sobre a produtividade das culturas e, portanto, devem ser controladas para prevenir interferncia. Tal perodo denominado de Perodo crtico de preveno interferncia (PCPI). O controle, de modo geral, deve ser feito durante todo esse perodo. Levando-se em conta as premissas do manejo integrado das plantas daninhas que considera, alm dos aspectos ambientais a rentabilidade do agricultor, foi proposto o Perodo anterior ao dano no rendimento econmico (PADRE), baseado na

hiptese de que aspectos econmicos como o custo de controle e o valor monetrio dos gros devem ser utilizados como critrio para determinar o perodo aceitvel de interferncia das plantas daninhas antes de se decidir pelo seu controle. (VIDAL et al., 2005). Devido a diversidade de fatores que influenciam o grau e o perodo de interferncia, torna-se extremamente importante pesquisa nesta rea, em diferentes condies envolvendo solo, clima, espcies daninhas e culturas, visando realizar com eficincia o manejo integrado das plantas daninhas. Perodo de convivncia e de controle de plantas daninhas em diversas culturas anuais e bianuais Cultura Dias aps a semeadura ou Plantio (d) Fonte

PTPI PAI PCPI GIRASSOL 30 21 21-30 Mascarenhas et al. (1980) ARROZ SEQ.

40 30 30-40 Alcntara et a.. (1982) ARROZ SEQ. 60 45 45-60

Oliveira e Almeida (1982) FEIJO 30 20 20-30 Victoria Filho (1994) MILHO 42 14

14-42 Ramos e Pitelli (1994) SOJA 30 21 21-30 Spadotto et al. (1994) SOJA

30 20 20-30 Martins (1994) Fonte: Adaptado de SILVA e SILVA, Tpicos em manejo de plantas daninhas, 2007. Perodo de convivncia e de controle de plantas daninhas em Soja (Glycine max) PAI PCPI PAREI AQUI

Plantio 0 20 30 Dias PTPI Fonte: Adaptado de MARTINS (1994). X. Bibliografia A. SILVA, A. A.; SILVA, J. F. Tpicos em manejo de plantas daninhas. Viosa: Ed. UFV, 2007. 367p.

B. Carvalho, Leonardo Bianco de Plantas Daninhas / Editado pelo autor, Lages, SC, 2013 vi, 82p. C. http://www.aprosoja.com.br/noticia/manejo-e-monitoramento-sao-essenciai s-na-prevencao-da-mosca-branca/ D. http://plantastoxicas-venenosas.blogspot.com.br/2009/06/flor-das-almas.ht ml

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